
Apaixonada pela Lua, tinha sempre a cabeça nas estrelas e sonhava em vê-las de pertinho. Toda as noites costumava observar a Lua e as estrelas durante horas até mamãe me chamar por que fazia frio. Sempre fui uma sonhadora inconstante até nos meus próprios sonhos, em meu mundo bagunçadinho ia conhecer o universo sempre que eu queria. O vento forte costumava bagunçar meus cabelos e rosar minhas bochechas, na luz das estrelas eu dançava e cantava, era como bailar nos anéis de Saturno, como pular de planeta em planeta. E quando chovia eu dançava na chuva do mesmo jeito, as gotas frias caíam sobre minha pele e os ventos que iam e vinham faziam parecer que eu flutuava no ar, como os anjos. Inconstante e sempre distante, amara sempre o brilho lisonjeiro da Lua ao anoitecer, pois fora ele que nunca traíra-me. Mesmo quando havia Lua nova, ela nunca deixava de brilhar para mim, mesmo que as nuvens a cobrissem ela dava um jeitinho de brilhar. Noites melancólicas eu as passava falando com a senhora Lua, embora nunca me respondesse, seu brilho dizia tudo. Com a simplicidade de um sorriso e os sentimentos de uma música, passava meus dias. Sem preocupações, sem barulho na mente, sem nada. Apenas eu, as nuvens e suas distintas formas. E nas noites era eu, o brilho das estrelas e a bela Lua, a grande e bela lua. Que jamais de cansa de brilhar. ~ Escritora da ilusão